Qual o risco do planeta Terra ser destruído pela colisão de um asteroide?

Qual o risco do planeta Terra ser destruído pela colisão de um asteroide?

A NASA (Agência Espacial Norte Americana), já realizou simulações a fim de descobrir o impacto de um grande asteroide sobre a Terra. Na verdade, o risco de um evento dessa natureza acontecer é muito baixo, visto que todos os dias milhares de fragmentos espaciais colidem com a atmosfera terrestre, porém a maioria acaba desintegrando-se, antes mesmo de atingir o solo.

Contudo, durante as simulações realizadas pela agência norte americana, foi constatado que caso um objeto de sessenta metros de diâmetro atingisse nosso planeta a uma velocidade média de dezenove quilômetros por segundo, a energia liberada seria igual a mil vezes o poder de destruição da bomba lançada em Hiroshima, cidade arrasada pelos norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Este evento causaria grande destruição, sobretudo se atingisse uma região densamente habitada com Taiwan, Nova Iorque ou São Paulo. Asteroides com mais de cem metros de diâmetro seriam mais raros de atingir nosso planeta, e pelos cálculos estima-se que esse risco ocorra somente a cada dez mil anos. Mais raro ainda seria a possibilidade de um grande asteroide, com diâmetro maior que um quilômetro chocar-se contra a superfície de nosso planeta. Acredita se que esse fenômeno possa ocorrer após um longo período, ou seja, alguns milhares de anos.

Mesmo assim, existe uma preocupação: um asteróide batizado de Bennu, descoberto pela NASA em 1999, pode chocar-se com nosso planeta por volta do ano 2.135. Esse evento teria consequências catastróficas. Ele viaja a uma velocidade de 101.389 km/h, em torno do sol, e pode ser observado a cada seis anos a partir do planeta Terra. Para termos uma noção, o objeto tem a altura pouco maior que o edifício Empire State Building (que possui 102 andares).

A sonda espacial OSIRIS-REx lançada em setembro de 2016 entrou na órbita de Bennu em dezembro de 2018, ficando a uma distância de um pouco mais de setecentos metros do mesmo. No próximo ano o equipamento irá recolher amostras desse asteróide para estudar sua composição e ampliar os conhecimentos sobre a origem do Sistema Solar e da vida na Terra. Caso um asteróide com diâmetro superior a um quilômetro viesse a colidir com nosso planeta as consequências seriam devastadoras. O impacto lançaria na atmosfera milhares de resíduos.

Em consequência disso ocorreria o fenômeno da chuva ácida, que arrasaria com a vida de plantas e animais. Os resíduos lançados também impediriam a entrada da luz solar, levando ao fim a vida que hoje conhecemos. Porém não devemos nos preocupar com um final trágico como este.

Com o avanço da tecnologia é possível prever com razoável antecedência se um evento como este irá acontecer. Deste modo, a raça humana terá tempo para tomar as medidas necessárias para desviar o objeto de sua trajetória original, livrando-se assim de sua provável extinção.

José F. H. Ortiz

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