A história do Vinil na música!

A história do Vinil na música!

Disco de vinil, long play, LP ou disco, o que se sabe da historia dessa mídia que foi desenvolvida para levar música com qualidades! Desde que os discos de vinil foram criados até os dias de hoje muita coisa mudou.  Com o avanço da tecnologia, é possível ouvir músicas diretamente do celular, conectar os aparelhos em caixinhas de som portáteis e etc. Por muito tempo, o senso comum nos deu a idéia de que os vinis seriam simplesmente esquecidos, mas não é bem assim.

Quando tudo começou:

O húngaro Peter Carl Goldmark foi o responsável pela invenção do disco de vinil. Ele trabalhava na gravadora americana Columbia Records, que estava em busca de uma alternativa para substituir a tecnologia existente, para a melhoria dos discos que ate então eram feitos por uma resina goma-laca, conhecidos também como disco de 78 rotações, pouco resistentes quebravam-se com facilidade e suportavam apenas quatro minutos de gravação.

Foi então que Goldmark aperfeiçoou o disco existente criando o disco de vinil. Algo que só graças ao alemão Emile Bernier, que usava bolachas metálicas como mídia em seus gramofones, e tinham ranhuras por meio dos quais o som era emitido, mesmo principio aplicado aos vinis.

Algumas fontes dizem que em 1948 a empresa alemã Doitz Gramofon foi responsável pelo lançamento do primeiro disco de vinil que de fato substituiu a goma-laca. Outras dizem que foi a própria Columbia Records que no mesmo ano realizou o feito com uma gravação de Mendeesshohn Concerto In E Minor do violinista Nathan Milstein.

Em todo o caso, o surgimento do vinil foi recebido como um acontecimento inovador para o universo da música. Além de ser mais resistente do que a goma-laca, era mais leve, gravava dos dois lados, inicialmente totalizando cerca de vinte minutos de gravação, dez de cada lado, e tinha mais qualidade sonora.

O vinil permitia um número maior de linhas no disco, diminuindo o número de rotações por minuto (RPM) de 78 para 33. Em 1951 o disco de vinil começou a ser comercializado no Brasil. O primeiro LP nacional recebeu um nome bem brasileiro: “Carnaval”, que contava com sambas, marchas feitas para o carnaval daquele ano na voz de artistas como Helenita Costa, Os cariocas e Geraldo Pereira. Por aqui o vinil foi soberano e dominou o mercado ate 1996, quando surgiram os CDs.

Apesar de toda a tecnologia, os discos de vinil nunca morreram, ainda que tenham sido ofuscados ou esquecidos por um bom tempo. Nos Estados Unidos, os LPs nunca saíram do mercado e pouco a pouco foram se fortalecendo na Europa e também no Brasil. Em 2009, empresários brasileiros atentos com o aumento das vendas recomeçaram a produção de vinis.

master

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