Se houver vida após a morte, para onde iremos?

Se houver vida após a morte, para onde iremos?

Essa pergunta intriga o ser humano desde o início dos tempos. Todos nós seres humanos temos consciência que, um dia, a vida como conhecemos chegará ao fim. Muitos dizem que a única certeza que realmente temos nessa vida é a da própria morte! Mas a questão que permanece é: o que acontecerá quando esse momento chegar? Será que possuímos uma alma e esta continuará a viver em outro plano espiritual? Ou será que o fim da consciência, com a morte do corpo físico cessaria nossa existência, e neste instante, tudo chegaria ao fim?

Os filósofos da antiguidade já se ocupavam dessas questões. Em termos gerais o niilismo pode ser definido como uma corrente filosófica que expressa negação de todos os princípios religiosos, sociais e políticos Na visão niilista existencial, a existência do homem não possui qualquer finalidade ou sentido e, portanto, não devemos procurar nenhum significado em nossa existência.

Para os não-niilistas, da qual faziam parte os filósofos gregos Sócrates e Platão, a morte atingiria apenas o corpo físico, mas a alma ou a essência do ser humano permaneceria, mesmo após a morte do corpo. No pensamento desses filósofos, antes de vivermos no mundo físico nossa alma vivia no mundo das verdades eternas, cultivando a prática do bem e do belo. Mas quando a alma está no mundo físico, fica perdida e angustiada. Somente quando a alma retorna à si mesma, com a morte do corpo físico, é que o homem é capaz de atingir novamente seu estado de sabedoria no mundo das ideias eternas, puras, e imortais.

Portanto, na visão deles a morte deveria ser encarada de forma positiva, pois somente através dela é que o ser humano alcançaria o verdadeiro paraíso, do saber eterno.

A história das religiões também explica muito sobre o sentido da vida e principalmente, da morte. Muitas delas ensinam que ao seguirmos seus preceitos, e aplicarmos os ensinamentos de sua doutrina em nossa vida, a recompensa será alcançada. Em certas religiões a recompensa seria o paraíso eterno, algo inalcançável na vida mundana na Terra. Outras religiões pregam que existem estágios de consciência e que nossa alma evoluí à medida que praticamos o bem, a caridade e a compaixão.

Já outras ensinam que para atingir o verdadeiro estado de consciência, além de praticarmos a tolerância e a bondade com todos os seres vivos, devemos exercitar a meditação para conseguirmos alcançar a iluminação, do verdadeiro saber eterno. E há também o outro lado, que diz que se não seguirmos os ensinamentos e preceitos religiosos, ou cometermos atos que sejam contrários às leis daquelas doutrinas, haverá um período de sofrimento da alma, que cada religião descreve à sua própria maneira.

Mas afinal, o que determinaria a morte física de uma pessoa? De acordo com os cientistas uma pessoa é declarada morta quando não há mais batimentos cardíacos, circulação sanguínea e respiração, por vários minutos, sem que haja a interferência de nenhum equipamento ligado à pessoa. Com relação ao cérebro, em alguns casos, quando há morte cerebral a pessoa pode ser mantida viva se estiver conectada a aparelhos médicos para garantir a sobrevida do corpo. Muitas vezes essa situação ocorre quando os familiares decidem doar órgãos da pessoa que veio à óbito, e para isso é necessário manter a circulação sanguínea e a respiração artificialmente. Nesse caso o cérebro está morto, pois há ausência das funções cerebrais. Mas então como explicar o fato de muitas pessoas relatarem experiência de quase morte?

Há muitos relatos que os estudiosos ainda hoje não conseguem explicar. Muitas pessoas que passaram pela experiência de quase morte relataram terem visto uma luz, um túnel, ou mesmo desenhos de cores que nunca tinham visto antes.

Outros afirmam que tiveram contato com entes queridos que já haviam morrido, e vieram ao seu encontro. Outros relatam terem visto Deus. E uma grande parte afirma que sua alma se desprendeu do corpo, ficou suspensa no ar e tiveram uma visão de si mesmos deitados no leito do hospital e da equipe médica que providenciava atendimento no momento que estavam partindo para a morte.

Muitos estudiosos afirmam que essas visões, relatadas por pessoas que passaram por esse tipo de experiência e voltaram para contar o que viram e sentiram, dizem que não passam de alucinações criadas pelo próprio cérebro.

Eles afirmam que no momento em que o cérebro começa a morrer os neurônios, células nervosas que carregam os impulsos elétricos que permitem as sinapses cerebrais, descarregam esses impulsos elétricos deixando-os escapar, o que provoca uma série de alucinações, que explicaria tais visões relatadas.

Porém é certo que ainda há muito mistério acerca deste assunto.

Em muitos casos, os relatos dizem respeito a eventos ocorridos no leito de morte e que são narrados de forma extremamente precisa pelo paciente, que não teria como ter tal consciência caso seu cérebro estivesse de fato em processo de morte, com as funções cerebrais prejudicadas.

Existem alguns pesquisadores que acreditam que o estado de consciência independe do corpo físico, e que isso seria a prova verdadeira de uma possível vida após a morte. Esse mistério, tal como tudo que envolve a vida e a morte, a crença e a fé, sempre fará parte da história humana. Essa questão é crucial e determina a maneira como vivemos nossa vida, de uma forma que justifique nossa própria existência.
José F. H. Ortiz

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