Kamikazes, os pilotos suicidas

Kamikazes, os pilotos suicidas

Voltemos no tempo,mais precisamente ao dia 07 de dezembro de 1941. Nesta data o Japão tentou destruir a frota naval dos Estados Unidos, que estava concentrada no Havaí. O ataque a Pearl Harbor, como ficou conhecido, fazia parte da estratégia de expansão do domínio japonês sobre as ilhas do pacífico, que ocorria durante os eventos da Segunda Guerra Mundial.

Naquela época o Japão possuía caças ágeis, os Mitsubishi A6M Zero, que realizavam manobras facilmente, com tecnologia superior aos utilizados pelos Estados Unidos. Apesar do alto número de mortes e grande destruição, o ataque a Pearl Harbor que pegou os norte-americanos de surpresa, foi mal executado pelos japoneses.

Navio destruído no ataque a Pearl Harbor em Dezembro de 1.941.

O Japão já estava desgastado economicamente e sofria com falta de recursos devido à guerra contra a China que ocorria desde 1937. Mas havia também rivalidades com os Estados Unidos desde 1920, devido à presença norte-americana nas Filipinas, que era um território almejado pelo império japonês. A declaração de guerra do Japão contra os Estados Unidos, com a execução deste ataque, subestimou a capacidade econômica e de guerra dos norte-americanos.

O ataque não dizimou a frota naval americana conforme planejado pelos japoneses, apenas afundou alguns importantes navios. A indústria naval americana construía navios com relativa velocidade, e acabou repondo suas perdas rapidamente. Ao final do episódio o ataque a Pearl Harbor fez mobilizar os Estados Unidos a entrar na Segunda Guerra Mundial, o que os transformariam mais tarde na nação com o maior poderio bélico do mundo.

Dois anos após o ataque de Pearl Harbor os Estados Unidos já possuíam aviões de combate mais avançados que os japoneses, os temidos caças Grumman F6F Hellcat, além de incorporarem outras tecnologias, como os radares, que preveniam os ataques monitorando o espaço aéreo.

A partir de então os Estados Unidos travaram várias batalhas que foram dizimando a frota de aviões de combate japonesa. Apenas na Batalha do Mar das Filipinas, em dois dias, 19 e 20 de junho de 1944, os japoneses perderam seiscentos aviões de combate. Em outra batalha, conhecida pelo nome de Batalha de Formosa, e que ocorreu entre 10 e 20 de outubro de 1944, os japoneses perderiam mais quinhentos aviões.

Diante das constantes derrotas, o Vice-almirante japonês Takijiro Onishi propôs uma solução: para infligir o maior dano possível aos porta-aviões de guerra americanos seria necessário arremessar os aviões de guerra japoneses sobre eles. Nessa missão suicida, eram recrutados jovens universitários, os quais recebiam um treinamento básico de pilotagem das aeronaves, que eram abarrotadas com duzentos e cinquenta quilos de explosivos cada, para causar o maior dano possível.

Nos treinamentos o foco da aprendizagem era na decolagem, já que não seria necessário aprenderem a pousar a aeronave pois não voltariam vivos daquelas missões. Além disso eram instruídos a não desviarem o olhar, até que atingissem o alvo, para que fosse obtido o maior êxito possível em cada ataque suicida. Esses pilotos ficaram conhecidos como Kamikazes, que em japonês significa “vento divino” e faz referência a um tufão que varreu o Japão em 1281, época em que os Mongóis tentaram invadir o país.

O tufão destruiu o poder de ataque inimigo, livrando o Japão do domínio mongol. Cerca de quarenta e sete navios norte-americanos foram afundados, sendo apenas três porta aviões, durante toda a guerra. Quatro mil e novecentos marinheiros foram mortos e outros quatro mil e oitocentos ficaram feridos, segundo dados da Força Aérea dos Estados Unidos.

master

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