Inteligência artificial: Quando a realidade imita a ficção.

Inteligência artificial: Quando a realidade imita a ficção.

O conceito básico de inteligência artificial é bem simples e fácil de entender. Imagine uma máquina que simula o pensamento humano, e como nós, aprende coisas novas à medida que tem contato com novas situações.

É um conceito fácil de entender, para seres humanos como nós, racionais e dotados de sentimentos. Porém as máquinas, computadores e os softwares convencionais foram criados inicialmente para executar funções específicas.

Um exemplo simples são as calculadoras, com a função única de executarem operações matemáticas, que foram previamente programadas, nada mais. Agora imagine uma máquina que possua um software capaz de interagir com as pessoas, simulando situações e calculando a melhor maneira de oferecer um produto ou serviço, ou a melhor forma de atender a uma ligação de um cliente insatisfeito em uma central de atendimento a clientes.

Ou uma máquina capaz de melhorar os processos de fabricação em uma indústria, tornando-os mais eficientes. Imagine ainda, um software instalado em um automóvel autônomo, que dispensa o uso de motorista, faz correções de rota e previne acidentes de trânsito, e ao chegar ao destino estaciona o veículo em uma vaga, que talvez você não seria capaz de estacionar!

Se pensarmos na área médica, um software capaz de analisar milhares de células cancerígenas e, com isso, ter autonomia para fazer diagnósticos de câncer com maior precisão. Se pensarmos na internet das coisas, que é um conceito relativo à integração de máquinas capazes de trocar informações, prever demanda de produtos e serviços, podemos pensar que haverá maior integração entre os níveis de produção, comercialização e consumidor final.

Com isso poderemos prever que haverá menos desperdício, maior eficiência dos processos, menor necessidade de estoques e, consequentemente, maior satisfação dos clientes. É o futuro que nos aguarda com os avanços da inteligência artificial. Em alguns casos eles já fazem parte da nossa realidade.

É certo que ainda estamos no início desta revolução tecnológica. No momento, a maioria das máquinas substitui com sucesso atividades que são repetitivas e não demandam outras habilidades, que os seres humanos possuem.

Mas especialistas na área de tecnologia acreditam que dentro de algum tempo essas máquinas serão capazes de tomar decisões baseadas nas reações físicas das pessoas com quem estiverem interagindo. Elas analisarão os padrões existentes em seus bancos de dados, no que se refere à expressão facial, timbre de voz e outros sinais de natureza emocional.

Esses padrões são naturalmente reconhecidos pelos seres humanos em suas inter-relações. Nas máquinas, ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas o futuro aponta para esse caminho. Os empregos no futuro serão afetados quando esta tecnologia estiver à disposição. Imaginemos por exemplo o recrutamento e seleção das empresas. Feito com o auxílio da IA (Inteligência Artificial) a chance de sucesso na contratação de um funcionário mais preparado para determinada função tenderá a ser maior.

No campo das finanças, com a capacidade de processamento e análises matemáticas que os computadores possuem, somadas à outras capacidades que a inteligência artificial agregará, no sentido de analisar, prever, e medir o nível de desconfiança dos mercados, o que no jargão financeiro é traduzido como humor do mercado, ampliará significativamente as chances de bons investimentos e maior lucro dos investidores.

Todas as áreas que pensarmos: educação, agricultura, defesa, segurança pública, serão de alguma forma impactadas com as mudanças que virão. Mas todos esses benefícios serão acompanhados de certa desconfiança. Já está ocorrendo uma mudança global nos empregos, o que já era esperado em razão do avanço tecnológico e automatização dos processos. Muitas profissões serão extintas e a lista tende somente a aumentar.

À medida que os avanços tecnológicos trarão muitos benefícios e revolucionarão as relações nos campos da ciência, medicina, economia, mercado financeiro etc., também representarão um desafio de capacitação da força de trabalho.

O profissional do futuro deverá estar integrado com este novo cenário, utilizando talvez as únicas características inerentes ao ser humano que nenhuma máquina jamais conseguirá simular: a criatividade humana e a capacidade de sonhar com um futuro melhor.

Ou será que até isso as máquinas um dia serão capazes de fazer?

master

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