Impressora 3D na indústria e construção civil

Impressora 3D na indústria e construção civil

As aplicações das impressoras 3D na indústria como um todo estão promovendo maior competitividade, e como efeito, têm gerado um impacto significativo na redução dos estoques. Elas também contribuem para otimizar os processos e serviços, garantindo assim maior agilidade e economia de recursos materiais e financeiros.

A impressão 3D tem sido também um importante fator para promoção do empreendedorismo. Ela surge como uma alternativa para pessoas que procuram uma recolocação profissional em tempos de escassez de empregos. Com a possibilidade, por exemplo, da fabricação de pequenas peças de reposição de máquinas e equipamentos. Também existe um mercado a ser explorado com uma extensa variedade de produtos que podem ser fabricados de maneira personalizada.

A comercialização desses produtos será um importante fator para a geração de renda, e fomento à economia. Essa tendência ditará mudanças significativas no mercado de trabalho nos próximos anos. A tecnologia da impressão 3D está se desenvolvendo e avançando a cada dia. Algumas limitações, como a velocidade da impressão, velocidade de aquecimento do material, a força aplicada pelo cabeçote de impressão, estão em processo de aperfeiçoamento.

Em breve os engenheiros da área acreditam que a velocidade de impressão deverá aumentar em até cem vezes, além do custo sofrer grande redução, tornando-se mais acessível. Já existem no mercado modelos de impressoras, por exemplo, que imprimem uma engrenagem cônica helicoidal em dez minutos, ou mesmo uma armação de óculos em 3,6 minutos.

Até mesmo carros já foram construídos inteiramente utilizando a tecnologia de impressão 3D. É o caso do Areion, um carro de corrida que atinge 140Km/h, criado por um grupo de estudantes de engenharia da Bélgica. Ele foi concebido para ser usado em competições universitárias pela equipe Formula Group T, a um custo ainda alto, de cerca de cem mil dólares. Com o desenvolvimento dos processos, a tendência é a queda nos custos, tornando o preço final muito mais atrativo.

Casas já começam a ser construídas com o uso de impressoras 3D. Em 2007 o italiano Enrico Dini criou uma megaimpressora 3D que utiliza como matériasprimas areia e uma cola à base de magnésio. Não existe concreto, aço ou qualquer tipo de metal em sua obra. No futuro, o criador dessa impressora pretende construir estruturas maiores, já que a impressora em questão foi feita para moldes relativamente pequenos. Na visão dele, isso poderá ser uma solução para baratear a construção de casas populares, destinadas à pessoas de baixa renda. Também poderão ser utilizadas na construção de abrigos temporários, que seriam usados no atendimento às vítimas de catástrofes ou desastres naturais.

Outra tendência das impressoras 3D é na criação de roupas, sapatos e acessórios. Em 2011, a revista americana Time listou entre as 50 melhores invenções os vestidos 3D da holandesa Iris van Herpen, que usou computador e impressora 3D para criar sua coleção, além de sapatos e acessórios. Há também no mercado da moda peças como o biquíni N12, do estúdio de moda americano Continuum Fashion.

Feito de nylon e sem um único ponto de costura, ele dita a característica dessa possível nova moda 3D, uma vez que a tecnologia permite a impressão da peça por inteiro. Há também opções de sapatos impressos em borracha texturizada com revestimento em couro, que podem custar até US$ 900, a linha Strvct, da mesma loja. A tendência é que em breve o cliente possa escolher cor, tamanho e modelo das peças que pretende comprar, fazendo tudo de sua casa de forma personalizada acessando a internet.

Apesar do preço ainda ser alto, custa bem menos que muitos sapatos de grifes famosas. Já iniciou se uma nova era na produção de bens, que provocará uma nova revolução industrial, a chamada era da Indústria 4.0. Nessa nova era, a fabricação de bens e o oferecimento de serviços serão muito mais dinâmicos, visando atender às necessidades dos clientes. Está havendo uma oferta cada vez maior de produtos sob medida, ajustados às necessidades reais de cada consumidor.

Neste processo é necessário unir todas as tecnologias existentes para atingir os objetivos de maneira inteligente. Isso abrirá espaço para que a criatividade em parceria com as novas tecnologias ofereçam aos mais diversos segmentos da sociedade produtos e serviços personalizados, que trarão mais conforto e satisfação ao consumidor final. Ao mesmo tempo, a produção de bens poderá ser mais bem distribuída, entre aqueles que tenham espírito empreendedor e consigam perceber as reais necessidades dos consumidores e suas expectativas, com relação aos produtos e serviços desejados.

master

Envie-nos seu comentário

%d blogueiros gostam disto: