Estamos sozinhos no universo?

Estamos sozinhos no universo?

O universo, afirmam os estudiosos, possui dois trilhões de galáxias que contém algo em torno de cem quintilhões de planetas. Seu tamanho estimado é de cerca de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro. Apenas em nossa galáxia, a Via Láctea, existem quatro mil planetas. Em seu entorno estima-se que existam bilhões de estrelas como o Sol, que oferecem condições ideais de temperatura a muitos outros planetas. Vários destes, por sua vez, podem conter água.

Estas são premissas para o desenvolvimento da vida, tal qual conhecemos. Quando pensamos nesses números, as probabilidades de que exista vida inteligente fora daqui são imensas. Da mesma forma que aconteceu com a Terra, podem ter ocorrido os mesmos processos que levaram ao surgimento da vida em outros planetas. É o que diz o chamado “Princípio da Mediocridade”, conceito da filosofia da ciência que afirma que o universo é basicamente o mesmo em todos os lugares e que não há nada especial com o ser humano ou com a vida na Terra.

Mas, se realmente houver outras civilizações tão desenvolvidas quanto a nossa, ou até superiores, porque até hoje eles não fizeram contato? Formalmente nenhum governo admite que alguma civilização extraterrestre tenha emitido qualquer sinal de comunicação externo. Porém há uma explicação para isso: a própria vastidão do universo. Cientistas afirmam que o que conhecemos do espaço é ínfimo.

Podemos comparar nosso conhecimento acumulado a um copo d´água frente à imensidão dos oceanos. Além do mais, podem ter existido civilizações que já foram extintas, ou mesmo existam outras que estejam neste momento em estágio de desenvolvimento.

Uma prova disso pode ser o meteorito Nakhla, que caiu no Egito em 1911, e que começou a ser estudado em 1999. Ele possuía uma estrutura de filamentos em seu interior, tal qual um rastro deixado por possíveis bactérias. Outro meteorito, encontrado na Índia em 1865 e chamado Shergotty, continha alguns elementos que só poderiam ser originados na água.

Como datavam de dezenas de milhares de anos, os pesquisadores concluíram que ele deve ter passado um bom tempo submerso, fora do planeta Terra. Outro fato intrigante foi o sinal recebido em 1977, e analisado pela equipe de astrônomos do observatório de Ohio nos Estados Unidos chamado “Big Ear”. O sinal incomum captado, com duração de setenta e dois segundos, foi tão forte que um dos pesquisadores, Jerry Ehman, rabiscou “wow” ao lado da leitura.

Inúmeros cientistas procuraram uma explicação para o sinal sonoro e todas as fontes conhecidas, que foram cogitadas, acabaram sendo refutadas. Fora da comunidade científica, alguns afirmavam que o sinal seria uma prova de vida alienígena. Anos mais tarde, em 2016, outra detecção de sinal semelhante levou os cientistas a compararem os sinais. Eles acreditam que o que originou tais sinais foi o encontro de cometas que passavam pelo céu naquele momento, e emitiram sinais de rádio naquela frequência. Então concluíram que essa seria uma explicação plausível para o evento ocorrido em 1977. Mas nada definitivamente conclusivo.

Outro fato que intriga os pesquisadores seriam os hieróglifos em auto-relevo encontrados no Templo de Seti I, na cidade de Abydos, no antigo Egito. De acordo com ufólogos, seriam representações de artefatos modernos, que à época da construção não existiam. Aquela região começou a ser habitada há três mil anos antes de Cristo, e na época da construção dos templos não havia desenvolvimento tecnológico capaz de prever tais representações. Nos desenhos é possível reconhecer as figuras de um helicóptero, um tanque de guerra, um avião e um planador. Esses desenhos reforçam a teoria dos “Deuses Astronautas” que diz que o homem evoluiu com a ajuda de extraterrestres. Segundo a tese eles teriam auxiliado os povos antigos como os egípcios, a construírem as pirâmides e outros grandes feitos, tidos como muito difíceis ou impossíveis de serem construídos com a tecnologia disponível naquela época.

A própria descoberta que em Marte existe metano em abundância é algo curioso. Esse gás na Terra é produzido 95% por seres vivos e somente 5% por atividade vulcânica.

O robô Curiosity, que explora a superfície de Marte, trouxe dados a respeito das altas concentrações desse gás no planeta vermelho. O que deixa todos ainda mais intrigados é que esse gás se dissipa com facilidade sob efeito da radiação e dos raios ultra-violeta. Isso sustenta a tese de que ele possa estar sendo gerado por organismos vivos.

Europa, uma das setenta e nove luas que orbitam o planeta Júpiter, possui enormes oceanos cobertos de gelo, que podem abrigar água líquida abaixo da camada externa, oferecendo assim condições para o surgimento de vida.

Mesmo assim, pensando a respeito de vida inteligente, não são poucas as teorias a respeito. Elas são reforçadas pelo número expressivo de avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs).

Muitos governos estão inclusive preocupados com o aumento de óvnis detectados pelas suas aeronaves militares, e querem que os registros sejam investigados com mais profundidade por razões de segurança.

Há vários relatos de perseguições de caças militares a objetos não identificados pelos radares e que viajavam a uma velocidade extremamente alta, e sem qualquer explicação desapareciam no céu. Ainda há o relato de pessoas que afirmam terem sido abduzidas, ou seja, sequestradas por extraterrestres para servir de cobaias para diversas experiências. O que impressiona nos relatos é que os seres são geralmente descritos com características muito semelhantes.

Muitos pesquisadores acreditam que se existir vida inteligente extraterrestre e eles vierem até nosso planeta, seria algo para nos preocuparmos. Provavelmente seriam agressivos, característica de espécies dominantes. Além disso, teriam objetivos exploratórios, e provavelmente buscariam colonizar nosso planeta para explorar seus recursos. Em tese seriam imunes à nossas doenças e bactérias, pois teriam outra configuração orgânica, diferente das que existem aqui.

Provavelmente, sabendo que haveria resistência por parte dos humanos iriam executar um plano de extermínio em massa, utilizando algum tipo de agente biológico. Ainda há muito mistério sobre essas questões. É certo que caso um dia existam provas reais de vida extraterrestre, a humanidade terá de rever vários conceitos religiosos, sobretudo a visão humana sobre a própria existência, seu papel neste planeta e no universo.

José F. H. Ortiz






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