Criptomoedas… Quem são os novos investidores?

Criptomoedas… Quem são os novos investidores?

Uma Criptomoeda é um meio de troca, podendo ser centralizado ou descentralizado que se utiliza da tecnologia de blockchain (têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado, é uma tecnologia de registro distribuído que visa a descentralização como medida de segurança) e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda.

A maior parte das criptomoedas são planejadas para diminuir a produção de novas moedas, definindo assim um número máximo de moedas que entrarão em circulação. Isso imita a escassez (e valor) de metais preciosos e evit a hiperinflação. Comparadas com moedas comuns mantidas por instituições financeiras ou em forma de dinheiro em mãos, criptomoedas são menos suscetíveis à apreensão devido à ações judiciais. Desde 2017, o mercado brasileiro de criptomoedas tem se mostrado em grande expansão.

O volume mensal de negociação em exchanges brasileiras aumentou quase 30 vezes em um ano, o número de investidores cadastrados superou a B3 e o Tesouro Direto, e a cada mês pode ter uma nova plataforma de negociação de criptomoedas surgindo por aqui. Com esse crescimento, é notável o surgimento de um novo tipo de investidor brasileiro, com características e motivações próprias, distintas daqueles que estão no mercado tradicional: o investidor brasileiro de criptomoedas.

Quem é o investidor de Criptomoedas?

O investidor brasileiro de criptomoedas é, em geral, do sexo masculino, jovem e possui baixa renda. Mais de 90% dos investidores são homens, e sua média de idade é de 28 anos. Cerca de 57,2% dos investidores têm entre 20 e 30 anos, e apenas 10% deles possuem mais de 41 anos. Na B3, a bolsa de valores paulista, a média de idade é bem maior:

80,7% dos investidores cadastrados têm acima de 36 anos. Pela sua idade média e renda, podemos inferir que as criptomoedas são, em geral, o primeiro ativo financeiro desse novo investidor. Dado o baixo conhecimento do brasileiro sobre alternativas de investimento e o fato de que 40% da população possui dinheiro aplicado em poupança (IBOPE 2011) – investimento tradicionalmente menos arriscado – pode-se observar uma mudança de comportamento e motivação do brasileiro médio em relação a investimentos, que busca atualmente alternativas mais voláteis e arriscadas, com retornos potencialmente maiores.

Dos investidores, 69,7% possuem renda mensal individual até R$5.000 e apenas 13,3% possuem renda mensal individual superior a R$10.001. Isso evidencia uma maior inclusão financeira propiciada pelo mercado de criptomoedas, que permite investimentos a partir de R$100 em algumas exchanges.

Portfólio de Criptomoedas:

No Brasil, o Bitcoin é a criptomoeda mais comum entre os investidores, estando presente no portfólio de 85,9% destes. Esse fato pode ser explicado pelo crescimento do mercado no país, que sempre contou com poucas exchanges oferecendo criptomoedas alternativas. Assim, devido à falta de pares de negociação entre reais e outras criptomoedas, o Bitcoin acabou se consolidando no mercado brasileiro até mais que no mercado mundial, que hoje conta com uma dominância do Bitcoin de cerca de 48%. Em menor número, Ethereum (47,7%), Litecoin (29,9%), IOTA (21,2%) e Ripple (21,2%) completam a lista das cinco principais criptomoedas que compõem o portfólio dos brasileiros.

Observa-se que o portfólio do investidor brasileiro de criptomoedas é composto, em média, por 3 criptomoedas. Porém, também há casos de investidores com uma única criptomoeda em seus portfólios e, destes, em 75,5% das vezes, essa criptomoeda é o Bitcoin. Cada investidor possui seus motivos próprios para comprar e investir em criptomoedas.

Observa-se que, entre os principais motivos para a compra, está o “ganho financeiro em longo prazo” (89,6%), “apoio a projetos” (74,7%), “curiosidade sobre o assunto” (74,3%), “alternativas aos sistemas monetário e bancário vigentes” (71,8%) e o uso das criptomoedas como “meio de troca futuramente” (70,1%). É válido destacar também uma parcela dos investidores brasileiros que adquirem criptomoedas para não pagar impostos: são 38,6% dos investidores nessa situação.

História do Bitcoin:

O Bitcoin, a primeira criptomoeda descentralizada, foi criado em 2009 por um usuário que usou o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Desde então, muitas outras criptomoedas foram criadas. Mais recentemente, tem-se assistido a um fenômeno de explosão de inúmeros tokens que têm sido criados com base no protocolo do Ethereum (São aplicações que funcionam exatamente como programadas, sem qualquer possibilidade de censura, fraude ou interferência de terceiros, isso porque o contrato é imutável).

O Bitcoin é a primeira moeda digital a ser criada. Originalmente, ele foi criado para ser uma moeda como Euro, Dólar e Real. A diferença é que o Bitcoin funciona sem intermediários para que as transações entre duas pessoas sejam feitas. Diferente do Euro, Dólar e Real, o Bitcoin não precisa de bancos para intermediar transferências na rede, ele também não é administrado por nenhum banco central, governo, pessoa ou empresa.

De forma simples, o Bitcoin é um dinheiro digital que pode ser enviado e recebido entre duas pessoas sem passar por bancos, sem limite de quantidade, sem limites territoriais, ou seja, criado para ser a moeda da internet.

O Bitcoin não existe fisicamente, por que ele é gerado de forma digital, mas isso não significa que ele não exista ou que seja uma moeda sem valor. É bem difícil obtê-los, na verdade, só poderão existir 21 milhões deles. Além disso, ele é baseado em criptografia e matemática.

Legalidade:

A legalidade das criptomoedas variam substancialmente de um país para outro e ainda é indefinida ou está mudando em muitos outros. Enquanto alguns países autorizaram explicitamente o seu uso e troca, como a Alemanha, outros restringiram ou até baniram, como a Arábia Saudita.

De maneira semelhante, várias agências governamentais, departamentos e cortes classifica Rúaram Bitcoins de maneiras diferentes. O Banco Popular da China (Banco Central da China) baniu o manejo de bitcoins por instituições financeiras na China durante um período de adoção extremamente rápido no início de 2014. Na Rússia, ainda que criptomoedas sejam legais, é ilegal fazer a compra de produtos com qualquer moeda que não seja o Rublo russo.

Onde e como comprar?

O Bitcoin pode ser comprado em corretoras ou diretamente de outras pessoas que queiram vender. Por segurança, é recomendado comprar em sites confiáveis e com reputação. É preciso depositar dinheiro com sua conta bancária na conta da corretora. Ela vai creditar o saldo em R$ que vai te permitir fazer a compra de Bitcoins em um ambiente seguro e anônimo. É recomendado comprar e mandar para uma carteira. Não é possível comprar Bitcoins com cartão de crédito no Brasil. Infelizmente existem muitos golpes e estornos fraudulentos que desincentivam as empresas a aceitar esse meio de pagamento.

O que o Bitcoin tem de diferente?

Como vimos é uma rede que funciona 24h e que permite transações rápidas, baratas e semianônimas. Computadores ao redor do mundo são responsáveis por confirmar e verificar as transações. Se eu precisar mandar dinheiro para um amigo na China, posso comprar Bitcoins e mandar para meu amigo. A transação será registrada e confirmada na rede em 10 minutos. Para força de comparação, uma remessa levaria questão de dias e seria muito mais caro. Além disso, o mais importante é que só existem 21 milhões de Bitcoins. Isso assegura que cada unidade de Bitcoin é rara. Mas cada moeda pode ser fraccionada em até oito casas decimais. Além disso, existem outras características:

Transparência: O Bitcoin é muito transparente. Todas as transações estão registradas no blockchain. Todo mundo pode verificar os registros.

Confiança: O banco de dados do Bitcoin é imutável, tornando a moeda extremamente confiável contra fraudes, falsificações e tentativas de censura por parte de governos totalitários.

Escassez: Nenhum Bitcoin pode ser criado do nada. Existe todo sistema que garante a autenticidade das moedas e, além disso, só existem 21 milhões de Bitcoins ao redor do mundo.

Anonimato: Transações de Bitcoins são pseudo anônimas. Não é possível saber quem foi que fez uma transação na rede.

master

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