A evolução dos Exoesqueletos

A evolução dos Exoesqueletos

Os exoesqueletos, como o próprio nome sugere, são estruturas externas que funcionam como esqueletos artificiais. Eles são construídos com materiais altamente resistentes e funcionam com um sistema de motores elétricos que desempenham os movimentos, de acordo com a finalidade para a qual foram produzidos.

À frente de pesquisas para o uso de exoesqueletos para reabilitação de pacientes com paralisia, devido a danos na coluna vertebral, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis e sua equipe, em conjunto com colaboradores de instituições de pesquisas de 25 países desenvolveram um dispositivo de estimulação muscular e uma interface cérebro-máquina.

Na abertura da copa do mundo de 2014, em São Paulo, um cidadão brasileiro paraplégico entrou para a história ao dar o chute inicial na bola, usando um exoesqueleto controlado pela mente, desenvolvido pela equipe do Dr. Nicolelis. Dois anos mais tarde, a equipe do Projeto Andar Novo, coordenada pelo pesquisador brasileiro, alcançou um novo feito que poderá no futuro revolucionar a vida de pessoas que têm deficiência motora.

crédito da imagem: www.freepik.com

Foi publicado um artigo científico em revista especializada, a Scientific Reports, que um grupo de pacientes que treinava com sistemas controlados pela atividade cerebral, incluindo o exoesqueleto, readquiriram a capacidade de mover voluntariamente alguns músculos das pernas, e também tiveram a capacidade adquirida novamente, aos membros paralisados, de ter sensações como tato, dor, vibração e propriocepção, que seria a capacidade de reconhecer a localização espacial, posição e orientação do corpo, a força exercida pela musculatura e a posição de cada parte do corpo em relação às demais.

O Doutor Miguel Nicolelis, um dos mais renomados e respeitados pesquisadores da área, coordena o projeto à frente da Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa, que realiza os estudos científicos em seu laboratório clínico, localizado em São Paulo. Ele também atua em parceria com o Centro de Neuroengenharia da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, onde é professor do Departamento de Neurobiologia e Codiretor do Centro de Neuroengenharia.

Algumas indústrias automobilísticas também começaram a desenvolver projetos próprios, baseados nos exoesqueletos, para auxiliar os trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e que exigem esforço físico intenso.

Visando maior competitividade e eficiência, a indústria automobilística pretende aprimorar a maneira como os veículos são produzidos, oferecendo proteção para certas áreas do corpo de seus trabalhadores, como membros inferiores, com pontos de fixação concentrados nas coxas, cintura e joelhos.

Com isso esses exoesqueletos oferecem maior conforto ao trabalhador que passa a maior parte do tempo em pé ao executar suas tarefas.

Outro modelo visa oferecer maior conforto às regiões do pescoço e coluna, que podem ser afetados por lesões de esforço repetitivo ou mesmo com o peso de determinados equipamentos utilizados na produção.

Existem países que já pensam no uso dessa tecnologia para fins militares. A Rússia divulgou recentemente que está elaborando um projeto de trajes de combate, que no futuro poderão oferecer a soldados um aumento na capacidade de carregar peso sem sobrecarregar o corpo. Além disso, o exotraje baseado no protótipo de exoesqueleto, ainda oferece maior proteção contra projéteis e estilhaços, além de possuir um display acoplado ao capacete do soldado que exibe informações diante de seus olhos.

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Existem versões que já foram desenvolvidas baseadas nos exoesqueletos, que possuem a finalidade de melhorar o desempenho físico de atletas, porém o foco das pesquisas ainda é no auxílio e reabilitação de pessoas que sofreram algum dano no sistema motor, devido a alguma lesão ou deficiência física. Também há muitas pesquisas nesta área que visam auxiliar os idosos a obter maior firmeza no corpo, evitando assim que os altíssimos números de acidentes com quedas aumentem ainda mais, com o envelhecimento natural e progressivo da população.

Todas as pesquisas apontam que, no futuro, os exoesqueletos ajudarão a oferecer maior qualidade de vida às pessoas. Utilizando o que há de melhor na tecnologia de ponta para reabilitar pessoas que adquiriram ou nasceram com alguma deficiência física, essas tecnologias também auxiliarão as pessoas em suas tarefas diárias no trabalho, e também os idosos, além de diversas outras aplicações que estão em estágio de desenvolvimento. Tudo isso utilizando a tecnologia para a promoção do bem-estar, garantindo uma perfeita integração entre homens e máquinas.

master

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